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Como calcular juros compostos (com exemplos)

Atualizado em 2026-08-20

O que são juros compostos

Juros compostos são os juros calculados não só sobre o valor original investido (ou emprestado), mas também sobre os juros acumulados em períodos anteriores. É o famoso "juros sobre juros". Esse efeito é o que faz o dinheiro crescer de forma acelerada — e cada vez mais rápida — quanto mais tempo ele fica investido.

A diferença para os juros simples é essencial: nos juros simples, o rendimento de cada período incide sempre sobre o valor inicial, então o crescimento é linear. Nos juros compostos, o rendimento incide sobre o saldo total (inicial + juros acumulados), o que gera um crescimento exponencial.

A fórmula

Para um valor único, sem aportes, a fórmula dos juros compostos é:

VF = VP × (1 + i)ⁿ

Onde:

  • VF é o valor futuro (quanto você vai ter no final)
  • VP é o valor presente (quanto você investe hoje)
  • i é a taxa de juros por período (em decimal, então 1% vira 0,01)
  • n é o número de períodos

Exemplo 1: investimento único

Se você investe R$ 10.000 a uma taxa de 1% ao mês por 24 meses:

VF = 10.000 × (1 + 0,01)²⁴ = 10.000 × 1,2697 ≈ R$ 12.697

Ou seja, mesmo sem nenhum aporte adicional, o valor cresceu quase 27% em dois anos.

Com aportes mensais

Na prática, a maioria das pessoas não investe um valor único e some — investe todo mês. Quando há aportes regulares, a conta fica mais complexa porque cada aporte novo rende juros por um número diferente de períodos (o primeiro aporte rende por quase todo o prazo, o último rende quase nada).

A forma mais simples de calcular isso na mão é mês a mês: a cada mês, o saldo anterior rende a taxa do período, e depois o aporte do mês é somado. Repetindo esse processo até o fim do prazo, chega-se ao valor final. É exatamente esse cálculo que a calculadora de juros compostos faz automaticamente.

Exemplo 2: aportes mensais

Começando com R$ 1.000, aportando R$ 300 por mês, a uma taxa de 0,8% ao mês, por 5 anos (60 meses):

  • Total aportado: R$ 1.000 + (R$ 300 × 60) = R$ 19.000
  • Valor final estimado: cerca de R$ 24.100
  • Total em juros: cerca de R$ 5.100

O total em juros representa mais de um quarto do que foi efetivamente investido — esse é o efeito bola de neve dos juros compostos atuando ao longo de 5 anos.

Taxa mensal x taxa anual

Um erro comum é simplesmente dividir a taxa anual por 12 para achar a taxa mensal equivalente. Isso é uma aproximação, não o valor exato. A conversão correta usa:

i_mensal = (1 + i_anual)^(1/12) − 1

Por exemplo, uma taxa de 12% ao ano não equivale a 1% ao mês exatamente — o valor correto é aproximadamente 0,9489% ao mês. A diferença parece pequena, mas se acumula ao longo de vários anos.

O que essa conta não considera

Simulações de juros compostos, incluindo a desta ferramenta, normalmente não descontam:

  • Imposto de renda sobre o rendimento, que varia conforme o tipo de investimento e o prazo
  • Taxas de administração cobradas por fundos e alguns produtos
  • Inflação, que corrói o poder de compra do valor final

Para ter uma ideia realista do quanto seu dinheiro vai valer no futuro, o ideal é simular também o rendimento real (descontada a inflação projetada) e o rendimento líquido (descontados impostos e taxas).

Testando você mesmo

Use a calculadora de juros compostos para simular diferentes cenários: mude a taxa, o prazo e o valor do aporte mensal para ver como cada variável afeta o resultado final. Pequenas mudanças na taxa ou no prazo total tendem a ter um impacto desproporcional no resultado, exatamente por causa do efeito composto.

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